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Em 1974 nascia uma menina loira, encantadora, que meus pais deram o nome de Débora.

Débora foi e continua sendo a inspiração da minha vida, minha irmã, meu anjo, Eu só a conheci em 1980, quando ela já tinha seis anos. Ela teve o diagnóstico de TEA (Transtorno de Espectro do Autismo) aos 2 anos de idade.

Da infância só me recordo de momentos de ciúmes e questionamentos que fazia aos meus pais por não entender certos comportamentos que ela apresentava e por que ela era diferente. Tudo isso me fez amá-la cada dia mais e então ajudar meus pais no desenvolvimento dela.

Poderia contar cada momento inesquecível que passamos juntas e o quanto aprendi e ainda aprendo com ela, porém vou deixar isso isso tudo para um livro que pretendo um dia escrever. Agora, o foco é apenas deixar, você que está lendo essa história, saber que ela foi a razão principal pela qual decidi estudar psicologia e fundar o Centro Ativa de Terapia Comportamental.

Tive ao meu lado, bem no início da minha carreira na área, aos 18 anos, pessoas incríveis como Ana Maria Mello e Marli Marques (minha mãe), fundadoras da AMA - Associação de Amigos do Autista. Ambas me encorajaram a ingressar na área e me deram a oportunidade de assumir uma sala de aula com 6 alunos na AMA. Na AMA trabalhei por mais de 10 anos e tive opotunidade ser instrutora, professora, coordenadora, treinadora e psicóloga. Á AMA continuo ligada pelo coração e profissão.

Para encurtar a história, logo que me formei tive a oportunidade de receber o treinamento em ABA (Applied Bevahior Analysis) para pessoas com desenvolvimento atípico com colegas americanos, dentre eles Paula B. Kenyon e Shawn Kenyon (referências na área e no atendimento de pessoas com desenvolvimento atípico em ABA).

Desde então, com viagens e cursos intermináveis, continuo aprendendo e ajudando outros terapeutas a seguirem meu caminho.

Cada criança/ paciente que fez parte da minha história, cada habilidade aprendida, cada lágrima derramada com pequenas conquistas, me fizeram acreditar que eu poderia fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

E foi assim... e tem sido assim até hoje, aliás cada dia mais agregando o melhor que podemos no tratamento a pessoas com desenvolvimento típico e atípico, pois além de tudo também como parte desta história, e por causa do tratamento da Débora, tive oprtunidade conhecer aquele que seria meu marido no futuro, com quem tenho dois filhos maravilhosos, e que, assim como Débora, me ensinam algo novo a cada dia.

 

Fernanda Marques Garner

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